Procuro por algo que nunca foi perdido, tampouco achado. Procuro por alguém que nem exista ou sequer tenha sido imaginado. Procuro entre selvas de granito e cidades verdes. Corro contra o tempo e contra o vento, sem saber o que me aguarda, sem crer no que virá. Tenho asas nos pés e ferimentos na alma. Sem bálsamos. Apenas sinto, apenas pressinto. E convivo. Minha busca ainda continua. E desvendo mistério, encontro o que não procuro, deixo o que me prende. Nasci assim; cabelos à brisa suave, movimentando-me ainda que permanecesse estática. Não posso ser fruto de uma imaginação ociosa; Eu coexisto com alucinações e especulações. O que sou não entendo, entendo o que não sou. Permanecerei assim. Na busca que vira fuga.
Uma fuga de mim.

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